Histórico
Antiga Mini-Transat, atual Charente-Maritime/Bahia Transat 6,50 foi criada pelo Inglês Bob Salmon, skippers profissional e amador de regatas de longo percurso, em reação aos altos preços e técnicas fora de questão da Transat Inglesa de 1976. Essa nova regata deveria estar ao alcance de todos os orçamentos, e para garantir a igualdade, o tamanho dos veleiros, que gostariam de participar, não poderiam ultrapassar o limite de 6,50 metros. Charente-Maritime/Bahia Transat 6,50 tornou-se uma prova única, sem nunca ter renunciado as partidas que presidem sua criação. Sempre acessível aos orçamentos dos mais modestos, aos mais extravagantes, tornando-se uma etapa incontornável para os velejadores que aspiram uma carreira de skipper profissional em regatas de longo percurso em solitário. Os maiores nomes nessa disciplina já estiveram na linha de largada.
No dia 8 de outubro de 1977, Salmon é o mais orgulhoso dos homens. Ele ganhou sua aposta. Ele lança o desafio para 23 outros velejadores de Penzance (Reino-Unido). Direção a Antigua, via Ténérife às Canárias. Nessa época não havia barcos acompanhadores, nem comité de chegada e nem imprensa. O falecido Daniel Gilard, primeiro vencedor, realizando a prova em 38 dias (na frente de Kasmiez Jaworski e Halvard Mabire) conta no seu livro " Petit Dauphin sur la peau du diable / Pequeno golfinho na pele de um diabo " (Editions Julliard) : " Arriscar a vida, se queimar no sol, atravessar o Atlântico, tudo isso para ganhar um osso! Nem o mais faminto dos cães aceitaria isso. Mas, nenhum de nós estava lá por dinheiro, e mesmo por muito dinheiro não a faríamos. Mais sim, pelo amor ao gesto, por amor a vela e aos lindos barcos, nós aceitamos. Eu creio que é por amor ao mar, é isso ". Eles eram 23 na largada. Mas eles foram 19 à cruzar a linha de chegada. Uma classe que acabara de nasceu. Esses " loucos pelo mar " vão contar seus experiências. Suas vidas durante essas cinco ou seis semanas. O medo, a coragem, o orgulho de ter ganhado. Quem participa da Transat 6,50 não pode ser comparado a um ciclista que ganha à Paris-Roubaix ou a um velejador que vence a Vendée Globe, pois lá não existe apenas um vencedor, todos são ganhadores da Transat 6,50 !
Dois anos mais tarde, eles eram 32 na largada, no qual três "repetentes" Jean-Luc Van Den Heede, Daniel Gilard e Bob Salmon. Outros jovens aparecem: Lionel Péan e Loïck Peyron, mas é um Americano, Northon Smith, que passa à frente de VDH e Gilard. O tempo desta última também diminui em seis dias. VDH, ainda hoje, confessa o seu amor por esta prova " Dentro do mundo das regatas de volta ao mundo, não conheço nehuma corrida assim fantástica quanto essa. Esportivamente falando, eu prefereria ganhar uma Transat 6,50 que uma Rota do Rhum!"
2001 marca igualmente a história da Mini-Transat via a mudança de organização, será com o Grand Pavois Organização. A Charente-Maritime/Bahia Transat 6,50 inaugura um novo percurso, Fort-Boyard - Lanzarote - Salvador da Bahia, com a passagem pelo famoso Pot au Noir. É o ano de Yannick Bestaven. Impondo-se nas duas etapas. "Uma vitória na Transat 6,50 Charente-Maritime/Bahia não te torna famoso do grande público, mas no meio náutico é outra história." É uma Transat difícil. É longa, cansativa ... Você corre em condições precárias, sem metereologia. Você é só face a você mesmo."
Sensações que Armel Tripon vai conhecer em 2003. O Francês gerou perfeitamente sua corrida. Os favoritos eram : o Americano Jonathan McKee e Samuel Manuard, que quebram o mastro já próximo a chegada, tendo que abandonar a regata. Armel chega como grande vencedor na baía dos Santos na frente de Richard Mérigeaux e do Espanhol Alex Pella. Na classe série, Erwan Tymen avança sobre David Razão e David Sineau enquanto que Michel Mirabel (2° em 95 e 97) encalha sobre os arrecifes à duas milhas da chegada...
Corentin Douguet, 2 + 1 = 1° em 2005. Desde o começo da edição, Corentin impõe o seu rítmo e ganha as principais corridas da Classe Mini. Alguns minutos após o tiro de canhão da largada, ele contorna a bóia do Conselho Geral da Charente-Maritime em primeiro e em 6 dias é visto a Lanzarote na mesma posição de liderança. Uma primeira etapa de polpa num rítimo de inferno. Na segunda etapa, ele permanece na liderança, mas é Alex Pella que leva a melhor bem na sua frente. Corentin ganha brilhantemente no contagem Geral sobre o Espanhol e Estanislau Maslard. Peter Laureyssens ganha as duas etapas em Série e ganha na frente Ronan Deshayes e Bruno Sottovia.
Ele correu atrás da vitória para várias edições... Yves Le Blévec será o herói da edição 2007 e vai terminar de cortar a linha não sabendo se é primeiro, segundo ou terceiro. Ele está bem colocado, mas um apagão durante vários dias BLU priva ratings e as previsoes meteorologicas. É prevalece a Fabien Despres e David Sineau frente Isabelle Joschke que foi imposta no Funchal (Madeira - Portugal). Posteriormente série, Hervé Piveteau vitórias em Salvador da Bahia e da classifiçao Geral, antes, Stéphane Le Diraison e David Krizek. Para que conste, vencedor da primeira etapa foi a Stéphane Le Diraison.
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