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October 20. 2009

CADA VEZ MAIS RÁPIDO… @ Bateau accompagnateur Podorange

CADA VEZ MAIS RÁPIDO…

Do outro lado do equador, Thomas Ruyant (Faber France) acabou de deixar o arquipélago de Fernando do Noronha a estibordo (à direita). Um pequeno paraíso terrestre que ele deixou para trás a toda, com 12,02 nós de velocidade entre dois levantamentos…

October 19. 2009

Sozinho no mundo... @ Jean-Michel Rieupeyrout

Sozinho no mundo...

O francês de Dunkerque, Thomas Ruyant (Fabre France), foi o primeiro velejador a atravessar o equador, por volta de meio-dia, após 15 dias de prova. O Autor de uma esplêndida, porém difícil travessia do Pot au Noir, deve estar se sentindo muito sozinho no hemisfério sul. Se o jovem navegador sabe que seus perseguidores imediatos, entre eles Henri-Paul Schipman (Maison de l'avenir Urbatys), não tardarão a também navegar "com a cabeça para o lado oposto", na intenção de vigiar o bando que está ao seu encalço num progresso difícil, ele deve estar com os nervos extremamente exacerbados. Em um alísio friável, com força e direção inconstantes, teremos uma guerra de nervos, no momento em que os organismos pagam e muito caro pelas duas longas semanas de prova pontuadas por um Pot au noir especialmente desgastante. Ruyant tem em mãos as cartas de seu destino. Ele está na posição ideal, em direção ao arquipélago de Fernando da Noronha, e seu instinto, e a revelação das classificações via rádio Mônaco na voz suave do diretor da prova, devem lhe dar indícios de que atrás dele, os reposicionamentos de Schipman e sobretudo de Bertrand Delesne (Entreprendre durablement), agem a seu favor.

October 17. 2009

THOMAS RUYANT E O PULO DO GATO @ Laurent Vidal

THOMAS RUYANT E O PULO DO GATO

É bom a gente conhecer e saber (sem ser ingênuo) o que esperar desse Pot au Noir que é realmente um lugar intrigante, mas com certeza não é um lugar sagrado. Ele faz e desfaz, empurra e puxa, monta e depois desmantela nos caprichos de suas loucuras, de suas vontades. Nessa atribulação incompreensível, é preciso uma boa dose de esperteza ou de sorte para não bater a cabeça no mastro e depois dormir numa esteira de palha como se ela fosse um cama bem fofa. Para quê se arrebentar, ficar horas, dias inteiros na barra enquanto « sobre nossas cabeças », uma rajada, uma calmaria, um nada de vento, venha nos fazer questionar tudo? Isso é o que os mais inconformados devem se perguntar.

October 16. 2009

MAIS ALGUMAS HORAS DE SOFRIMENTO NO POT ! @ Bateau accompagnateur Max Havelaar

MAIS ALGUMAS HORAS DE SOFRIMENTO NO POT !

Como diz o ditado « É ao final do concerto que pagamos os músicos ». Então, logo saberemos quem fez certo e quem fez errado. Certo ou errado, na escolha de ter partido pelo Oeste como Francisco Lobato (ROFF TMN) novo líder dos barcos de série, o sul-africano Matt Trautman (Mini Mac) 3o. Em protótipos na classificação das 15h00 ou ainda como Rémi Aubrun (AT Children’s Project) o mais extremo de todos, de volta a 10a. fila. Certo ou errado de ter escolhido o Leste como a maior parte dos competidores e principalmente HP Schipman (Maisons de l’Avenir Urbatys) e Bertrand Delesne (Entreprendre durablement) que continuam a poucas milhas de Thomas Ruyant (Faber France), 1o, na classificação das 15h00, que se desviou todo a leste no fin no fim da tarde. Como saber com certeza, hoje, onde se encontra a verdade ? Uma única coisa é certa : Eles estão todos grudados nessa armadilha natural. Mas então, gruda-se mais à direita ? À esquerda ? Todos têm uma idéia na cabeça : sair o mais rápido possível tentando pegar pelo sul em seus minis, ora sacudidos sob a rajada, ora parados na calmaria podre. A noite passada foi especialmente delicada. Um dos barcos de escolta, o 60 pés Max Havelaar, explicou : « As tempestades se sucederam sem interrupção. Mas as rajadas não ultrapassaram os 30 nós. » Esse mesmo Max Havelaar dizia no meio do dia : « Está mais calmo ! A loucura acabou. » Viva o Pot !

October 15. 2009

…Ter ou não ter @ Bateau accompagnateur Max Havelaar

…Ter ou não ter

Navegar a bordo de um veleiro de prova, sem o auxilío moderno de navegação, em uma das regiões mais inospitaleiramente singulares do planeta líquido, exige doses, fora do comum, de coragem, senso de localização no mar, e talvez sorte. Pois na incerteza obscura que assola hoje, os protagonistas que encabeçam a regata La Charente-Maritime/ Bahia Transat 6,50, a expressão francesa "avoir du pot" (ter sorte) toma, sem dúvida, um sentido especial. No sentido próprio do termo, essa expressão significa que à maneira do líder Thomas Ruyant (Faber France) e dos pretendentes imediatos a sua sucessão, é preciso se aventurar na parte mais sombria do pot(au noir), asfixiado entre a calmaria clara e rajadas furiosas. No sentido estimado dos apostadores de domingo, « avoir du pot » significaria encontrar, com o auxilio do instinto, da observação e de bordos mais ou menos ao acaso, o filão de vento que conduz ao Graal do alísio do Sudeste. Nenhum competidor, até o momento, parece ter tirado a sorte grande e a grande incerteza desse momento forte e raro da prova se acentua quando uma dúzia de Minis protótipos e a mesma quantidade de veleiros de série, lutam, se batem e às vezes se desesperam, na busca de um sentido para o inexplicável e a força para o improvável.

October 14. 2009

Tempestades… e esperanças. @ Bateau accompagnateur Zidibule

Tempestades… e esperanças.

Vamos deletar tudo, e vamos recomeçar… O pot – podre ? – Já sentimos bem o seu cheiro e as velocidades começam, não a despencar, mas a diminuir lentamente e progressivamente. Em consequência disso, a cabeça da flotilha não tardará a encontrar os primeiros efeitos dessa área de incerteza e o vento de tendência Nordeste vai começar a deslizar ao Leste se esgoelando. E por isso, ele deve voltar pela traseira e como os efeitos não são evidentes, nós poderemos assistir certos reagrupamentos nos próximos dias. Está só começando… Thomas Ruyant (Faber France) conserva preciosamente a pole position e mostra as capacidades reais de seu projeto Finot-Conq que continua a deslizar no fraco alísio que persiste. Thomas continua na escuta e isso, em todos os sentidos do termo ! Agarrados a 18 milhas em seu oeste, Bertrand Delesne (Entreprendre Durablement) e HP Schipman (Maisons de l’avenir Urbatys) continuam em match racer e despontam com 13 milhas na classificação. Mas tudo é possível e a virada pode chegar numa rajada ou numa nuvem… Horrível e miraculoso são os dois termos mais apropriados do momento… Mesma situação para o segundo grupo de três constituido por Stéphane Le Diraison (Cultisol-Marins sans frontières), Olivier Avram (Cap Monde 2) e Fabien Desprès (Soitec) que está firme à 14 milhas no rastro de HP. Sem falar e nem esquecer o grupo dos « apaixonados » pela traseira que pode aproveitar um área neutra para voltar ao match racing. Estamos de olho na opção oeste de Matt Trautman (Mini Mac) que exibe com Sébastien Picault (Kickers) as melhores velocidades do momento…

October 12. 2009

TUDO ISSO PRA ISSO ! @ Bateau accompagnateur Max Havelaar

TUDO ISSO PRA ISSO !

Com mais de 2.500 milhas realizadas em rota teórica direta, no rastro dos protagonistas que encabeçam essa regata Charente-Maritime/Bahia Transat 6,50, nenhum veredicto importante se revela claramente das classificações do dia enquanto se esboça esse árbitro sinistro e temido, chamado Pot au Noir. As grandes manobras de uns, a sabedoria conservadora de outros, ainda não revelaram um favorito indiscutível para a consagração baiana.Charlie Dalin (Cherche sponsor-charliedalin.com) por exemplo, que fez uma opção ousada pelo oeste desde a largada de Funchal, e que por muito tempo gozou de uma vantagem importante sobre seus perseguidores imediatos na categoria Série, hoje pode contar sua vantagem em milhas nos dedos de uma mão. Bertand Delesne (Entreprendre durablement), impressionante chefe de fila dos protótipos no alísio, acabou de assistir o retorno fulminante do jovem de Dunkerque, Thomas Ruyant (Faber France). Enquanto se aproximam e estrondam ao longe as tempestades da Área de Convergência Intertropical, as chances de sair intactos e na frentem parecem estar igualmente divididas, tanto em protótipos quanto em série, no grupo abastado de uns doze competidores. Para todos os outros, essa regata transatlântica fora das normas, cumpre todas as suas promessas de aventura e de exotismo, com uma travessia, até agora, no vapor do alísio das ilhas do Cabo Verde, das quais a beleza seduz e agarra, como de fato agarrou os azarados que são muitos, em parada técnica, e nós invejamos essa falta de sorte.

October 12. 2009

ADEUS ALÍSIOS, OLÁ INSTABILIDADE… @ Bateau accompagnateur Max Havelaar

ADEUS ALÍSIOS, OLÁ INSTABILIDADE…

A Regata Charente-Maritime/ Bahia Transat 6,50, no final de uma belíssima semana de alisios propicios à grandes deslizadas, mais ou menos controladas, no abafamento africano, entra em sua fase atormentada, complicada, restrita, com o enfraquecimento dos fluxos de nordeste e o aparecimento de vastos setores de instabilidade, indicadores da área de convergência Intertropical. As velocidades atingidas pelos líderes da prova, na chegada dos 12-13 graus de latitude Norte, confirmam o enfraquecimento do alisio, enquanto as trajetórias começam a traduzir a busca exacerbada de uma pressão cada vez mais fugaz, nas velas dos competidores. Desaparecendo de forma bastante brutal, em toda a área caboverdiana sul, o alisio, impede ao mesmo tempo, qualquer recuo na classificação. Bertrand Delesne (Entreprendre Durablement) o indomável líder da semana, não parece se sentir imediatamente ameaçado pelas substituições em seu oeste de Le Diraison (Cultisol-Marins sans frontières), Avram (Cap Monde 2) ou Boidevezi (Défi GDE). É bem do lado de Ruyant (Faber France) e Schipman (Maisons de l'avenir Urbatys) que ele deve observar uma rígida marcação e tentar alcançar a todo preço, e primeiro, os alísios do Sudeste para decolar rumo à Bahia. É isso que estará em jogo nas próximas (longas) horas.

October 10. 2009

O AFUNILAMENTO DE CABO VERDE… @ Pierrick Garenne / GPO

O AFUNILAMENTO DE CABO VERDE…

Todos os marujos que um dia ou outro já frequentaram as águas dessas ilhas do Cabo Verde lhe dirão : Desconfie delas como do capeta. Primeiro você cruza Sal, ilha acolhedora, turística, plana como uma mão. Você a deixa a bombordo e desce confiante pelo sul. Você passa Boa Vista, Praia e lá você avista Fogo e seu Monte de mesmo nome com seus 3 000m altura. Você camba em 90° para evitar as calmarias. E a angustia começa. Até onde precisamos nos afastar ? Estou suficientemente distante ? Posso enfim rumar direto para o Sul? Na menor queda da força de Éolo, é o embrulho no estômago que aumenta. É por isso que a maior parte dos skippers se afasta dessa armadilha, rumando o mais a Oeste possível. Bertrand Delesne (Entreprendre Durablement) não teve medo. Ele agiu absolutamente da mesma forma que Corentin Douguet em 2005. Depois ele rumou de través para Oeste esticando assim muito pouco a sua rota em comparação a seus colegas que preferiram desafiar, deixando São Nicolau a bombordo.


October 10. 2009

UM JOGO DE CAMBADAS NA APROXIMAÇÃO DO CABO VERDE… @ DR

UM JOGO DE CAMBADAS NA APROXIMAÇÃO DO CABO VERDE…

o O veredicto do Cabo Verde em breve…
o Os líderes em série e em protótipos ameaçados!
o Um Pot au Noir nada cooperativo até o momento…

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